Obra na BR-319 precisou de reforço estrutural após identificação de fragilidade no solo
A reconstrução da ponte sobre o Rio Autaz Mirim, na BR-319, estrutura que desabou em 2022, terá um novo prazo de entrega. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a conclusão da obra, antes prevista para dezembro deste ano, foi adiada para o primeiro trimestre de 2026.
O motivo da alteração, segundo o órgão, está relacionado às características do solo da região, que não suporta a estrutura projetada inicialmente. Problemas geotécnicos e novos ajustes técnicos levaram à necessidade de reforço das fundações e de ampliação da ponte.
O superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Machado, explicou que os estudos mais recentes mostraram que seria necessário ampliar a ponte em 60 metros, sendo 30 metros adicionais em cada extremidade. Com isso, a estrutura passou de 190 para 250 metros de extensão.
“No novo contrato prevemos um reforço da fundação e observamos a necessidade de mais 60 metros de ponte. Estamos fazendo reforços para garantir que não ocorra rotação do solo”, afirmou Machado.
Ele destacou ainda que a mesma adequação está sendo aplicada na obra da ponte sobre o Rio Curuçá, que também desabou em 2022, reforçando que o objetivo é entregar estruturas seguras e adaptadas ao volume atual de tráfego da BR-319.
“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança e entregar a ponte em boas condições de trafegabilidade”, completou.
O desabamento
A ponte sobre o Rio Autaz Mirim desabou no dia 8 de outubro de 2022, poucas horas após ser interditada por risco iminente de colapso. O acidente não deixou feridos, mas ocorreu apenas dez dias depois do desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá, aumentando a pressão por respostas e intervenções estruturais na rodovia.
Em setembro deste ano, uma comitiva com prefeitos, parlamentares e representantes do DNIT vistoriou as obras de recuperação das duas pontes, em um esforço para acompanhar o ritmo das intervenções e garantir que os novos projetos atendam aos padrões de segurança.
Com o novo cronograma, a expectativa é de que a ponte volte a integrar de forma definitiva a ligação terrestre entre o Amazonas e Rondônia até março de 2026.



