Costureiras, professores e lojistas aproveitam alta demanda por roupas e tecidos típicos
Enquanto as quadrilhas ensaiam e as bandeirinhas enfeitam ruas e lojas, muitos amazonenses estão aproveitando a temporada junina para garantir uma renda extra. Um levantamento da Serasa revelou que 76% dos moradores da Região Norte esperam ganhos adicionais durante as festas de junho, que movimentam setores como costura, comércio de tecidos e alimentação.
O estudo também apontou que 67% dos brasileiros percebem aumento nas vendas do comércio local durante o período, enquanto no Norte, essa percepção sobe para 73%.
Costura e comércio aquecidos
Na casa da costureira Elza Cavalcante, a produção de trajes juninos está a todo vapor. Com pedidos vindos de várias partes do Brasil, desde a Bahia ao Paraná, ela já tem mais de três mil peças prontas até maio.
“A produção começou logo no início do ano. Agora, com a alta demanda, se a gente não tiver um bom estoque, já vai ter que trabalhar à noite”, explicou Elza.
A professora Luana Rocha também aproveita o período para complementar a renda. “Dá pra fazer uma renda extra, esse é um período bom”, afirmou.
Chita domina as vendas
O reflexo das festas juninas também é sentido no comércio de tecidos. Em uma loja no Centro de Manaus, o movimento é constante, e a chita segue como campeã de vendas.
A aposentada Júlia Rodrigues contou que se encantou pela estampa: “Nem vim atrás dele, mas eu achei lindo. Então, ele me escolheu.”
Segundo o gerente da loja, Bruno Campelo, a expectativa para este ano é de crescimento de 30% nas vendas em relação a 2024. “Temos muito material pra vender e, graças a Deus, está saindo bem. Talvez no ano passado não tenha sido como esperávamos, mas este ano está movimentado.”



