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Mesmo com o avanço da cidade, áreas como o Musa e o Bosque da Ciência mantêm viva a conexão da capital com a Amazônia

Mesmo com o avanço do concreto, Manaus, que completa 356 anos nesta sexta-feira (24), ainda respira floresta. Entre avenidas movimentadas e bairros em expansão, a capital amazonense conserva áreas verdes que resistem ao tempo e mantêm viva a conexão da cidade com a Amazônia — lembrando que a capital nasceu no coração da floresta.

Um exemplo desse contraste pode ser visto na região do bairro Cidade de Deus, onde o limite entre a Reserva Florestal Adolpho Ducke e a comunidade mostra, de forma clara, como a cidade cresce ao redor da mata. Além de embelezar a paisagem, essas áreas ajudam a regular a temperatura, abrigar animais silvestres e oferecer aos moradores um refúgio natural em meio ao ritmo urbano.

Em um momento em que o Amazonas enfrenta aumento das queimadas e do desmatamento, o verde que sobrevive dentro dos limites urbanos representa mais do que um cenário bonito: é símbolo de resistência ambiental e parte essencial da identidade manauara.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,78% dos domicílios urbanos de Manaus estão localizados em vias públicas com arborização — o que coloca a cidade na 2.107ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros nesse quesito. Ainda assim, Manaus figura entre as capitais com maior cobertura vegetal do país, ocupando o 7º lugar no Ranking Nacional de Áreas Verdes, divulgado em dezembro de 2024.

Entre os espaços que mantêm viva essa relação entre cidade e floresta estão o Museu da Amazônia (Musa), o Bosque da Ciência e as praias e flutuantes do Tarumã. O Musa, localizado na Zona Norte, abriga 1 km² de floresta primária dentro da Reserva Adolpho Ducke — o maior fragmento de mata preservada em área urbana no Brasil. Criado em 2011, o local se tornou referência em educação ambiental e turismo científico, reforçando que, em Manaus, o futuro ainda depende da preservação da floresta que a fez nascer.

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