Turismo

Foto: Arthur Castro e Patrick Marques
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Ministério Público aponta aumentos de até 248% nos valores e cobra transparência da empresa responsável antes do início das vendas

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) ingressou com uma ação de urgência nesta terça-feira (4) pedindo a suspensão imediata da venda dos ingressos para o Festival de Parintins 2026, prevista para começar na próxima sexta-feira (7). O órgão identificou reajustes considerados abusivos nos preços anunciados pela empresa responsável pela comercialização, a Amazon Best Turismo e Eventos Ltda.

Segundo o MPAM, os novos valores apresentam aumentos expressivos em relação a 2025:

  • O passaporte para as três noites pode chegar a R$ 4,8 mil;
  • Alguns setores tiveram alta superior a 200%;
  • O ingresso avulso por noite subiu 82,9%;
  • O passaporte completo teve aumento de 248,7%, passando de R$ 1.440 para R$ 3 mil;
  • Já o ingresso mais barato subiu de R$ 500 para R$ 1 mil.

O pedido é assinado pelas promotoras de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, da 81ª Promotoria Especializada na Defesa do Consumidor (Prodecon), e Marina Campos Maciel, da 3ª Promotoria de Parintins.

As promotoras destacam que, sem justificativas transparentes, os consumidores ficam vulneráveis a práticas abusivas e desequilíbrio contratual.

“Consideramos essa prática abusiva, então o Ministério Público está buscando essa informação para que o consumidor não se sinta lesado”, afirmou a promotora Sheyla Andrade.

O MPAM solicita que a Amazon Best:

  • Apresente publicamente as justificativas para o reajuste antes de retomar as vendas;
  • Retire as plataformas online do ar até a análise formal das explicações;
  • E, em caso de descumprimento da liminar, pague multa diária de R$ 50 mil.

O órgão reforça que o objetivo da ação é garantir transparência e equilíbrio nas relações de consumo, especialmente em um evento de grande interesse turístico e cultural para o estado.

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