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Foto: Antonio Pereira/Semcom
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Produtos tipo Mounjaro eram vendidos pelas redes sociais sem receita, registro na Anvisa e fora das normas sanitárias

Uma operação conjunta apreendeu 21 canetas emagrecedoras à base de Tirzepatida, conhecidas popularmente como “Mounjaro”, comercializadas de forma irregular em Manaus. A ação ocorreu na quinta-feira (5) após a identificação de anúncios nas redes sociais, e teve como foco coibir a venda clandestina de medicamentos sem prescrição médica e em desacordo com as normas sanitárias.

A fiscalização foi realizada em um estabelecimento da capital e foi coordenada pelo Procon Manaus, com apoio de órgãos de controle. O objetivo foi combater publicidade enganosa e a comercialização ilegal de produtos para emagrecimento, prática que oferece riscos graves à saúde.

O que foi apreendido

Durante a ação, os fiscais recolheram:

  • 19 seringas fracionadas, sem rótulo ou identificação;
  • 1 ampola de Lipoless;
  • 1 ampola de Tirzepatida.

Segundo o Procon, nenhum dos produtos possuía registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que torna a venda ilegal. Os responsáveis também foram obrigados a retirar das redes sociais o vídeo publicitário que motivou a operação.

Alerta à população

A presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, reforçou o alerta sobre os riscos do consumo desses medicamentos sem acompanhamento médico.

“Fizemos a apreensão de medicamentos comercializados de forma irregular e contrabandeados. Essa operação vai continuar. O alerta à população é claro: não compre medicamentos pelas redes sociais ou grupos de WhatsApp, especialmente os que estão ‘na moda’, como os emagrecedores. Isso representa um dano grandioso à saúde”, afirmou.

Órgãos envolvidos

A operação contou com a participação de:

  • Vigilância Sanitária de Manaus;
  • Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor;
  • Conselho Regional de Farmácia do Amazonas;
  • Conselho Regional de Medicina do Amazonas.

O estabelecimento foi autuado por infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Os medicamentos apreendidos serão encaminhados para perícia, e um inquérito policial será instaurado para apurar responsabilidades.

Como denunciar

O Procon orienta que consumidores desconfiem de medicamentos vendidos pela internet e façam denúncias pelos canais oficiais:

  • Disque 151
  • WhatsApp (92) 98802-3893

A fiscalização seguirá intensificada para coibir a venda ilegal de medicamentos e proteger a saúde da população.

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