Ciência e Tecnologia

Foto: Gustavo Rodrigues/UEA
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Expedição científica analisou água, sedimentos e espécies consumidas por ribeirinhos; contaminação está ligada ao garimpo ilegal

Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) identificaram contaminação por mercúrio em peixes da bacia do rio Madeira durante a expedição “Iriru 3”, realizada no âmbito do Programa de Monitoramento da Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM).

A campanha percorreu mais de 1.700 km de rio, avaliando 164 parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 54 pontos de coleta, entre água, peixes e sedimentos. Entre as espécies analisadas estão jaraqui, pacu, matrinxã, traíra e sardinha, base da alimentação das comunidades ribeirinhas.

De acordo com a engenheira ambiental Silvana Silva, a contaminação está diretamente associada ao garimpo ilegal, que utiliza mercúrio na extração de ouro. “Essa prática degrada a qualidade da água, aumenta o assoreamento e contribui para a contaminação dos peixes”, alertou.

O biólogo Adriano Nobre, chefe da expedição, destacou que o monitoramento contínuo permite identificar trechos mais vulneráveis e orientar políticas públicas de conservação. Já o coordenador do ProQAS/AM, Duvoisin Junior, ressaltou a infraestrutura laboratorial da UEA, capaz de analisar múltiplos parâmetros ambientais em tempo real.

Segundo o reitor da UEA, André Zogahib, o estudo reforça a importância da ciência produzida na Amazônia e das parcerias internacionais. Parte das análises será realizada na Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, em Boston (EUA), instituição parceira do grupo.

“A pesquisa fortalece a capacidade da UEA de gerar informações estratégicas sobre fenômenos ambientais complexos e contribui para o desenvolvimento científico e sustentável da região”, afirmou Zogahib.

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