Política e Economia

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Crescimento segue em ritmo próximo da estabilidade, puxado principalmente pela alta de 1,2% registrada em março

A produção industrial brasileira teve crescimento de 0,1% na passagem de março para abril de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o quarto mês consecutivo de alta, acumulando expansão de 1,5% no ano.

Apesar do avanço, o crescimento segue em ritmo próximo da estabilidade, puxado principalmente pela alta de 1,2% registrada em março, já que nos outros meses os resultados foram discretos: 0,2% em janeiro, 0,1% em fevereiro e agora 0,1% em abril.

“Esse avanço recupera a perda de 1% registrada entre outubro e dezembro de 2023”, explicou o pesquisador do IBGE, André Macedo.

Ainda assim, na comparação com abril de 2023, a indústria registrou uma queda de 0,3%. Já no acumulado de 12 meses, o setor apresenta avanço de 2,4%.

Alta em três dos quatro setores industriais

O crescimento de abril foi sustentado por três das quatro grandes categorias da indústria:

  • Bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) subiram 1,4%;
  • Bens intermediários (insumos industriais) cresceram 0,7%;
  • Bens de consumo duráveis aumentaram 0,4%.

Por outro lado, os bens de consumo semi e não duráveis, como alimentos e produtos de uso cotidiano, tiveram queda de 1,9%.

Atividades que mais cresceram:

  • Bebidas: +3,6%
  • Indústrias extrativas: +1%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +1%
  • Impressão e reprodução de gravações: +11%

O setor de produtos químicos ficou estável no mês.

Maiores quedas:

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos:8,5%
  • Produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis:2,5%
  • Celulose, papel e produtos de papel:3,1%
  • Móveis:3,7%
  • Produtos diversos:3,8%
  • Máquinas e equipamentos:1,4%
  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos:1,9%

Fatores que limitam o crescimento

De acordo com André Macedo, o desempenho modesto da indústria reflete um contexto de incertezas econômicas, juros altos e menor ritmo de consumo e investimento.

“A taxa de juros em patamares elevados adia decisões de consumo das famílias e investimentos das empresas. E há um ambiente de incerteza tanto no mercado doméstico quanto no internacional”, analisou.

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