Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia; sindicato critica acúmulo de funções dos motoristas e cobra diálogo com empresas
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana informou que a categoria entrará em greve geral a partir das 00h01 de sexta-feira, dia 4 de julho. A decisão foi aprovada em assembleia realizada no último dia 28.
O principal motivo da paralisação é a possível ampliação da frota de ônibus sem cobradores. De acordo com o sindicato, a retirada desses profissionais tem sobrecarregado os motoristas, que além de conduzir os veículos, passam a ser responsáveis pela venda de passagens.
“O motorista já tem uma responsabilidade enorme ao transportar dezenas de pessoas. Acumular a função de cobrador compromete a segurança e o bom atendimento”, declarou o presidente em exercício do sindicato, Givancir de Oliveira Silva.
O sindicato afirma que está seguindo os trâmites legais da Lei de Greve e já notificou os órgãos competentes. A entidade também solicitou ao Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte Público de Passageiros do Amazonas) que planeje o remanejamento de linhas, garantindo a circulação mínima de 50% da frota durante o movimento grevista, conforme determina a legislação.
“Estamos abertos à negociação até o último momento. Nossa intenção não é prejudicar a população, mas defender os direitos e a dignidade dos trabalhadores”, ressaltou Givancir.
O site Amazonas Atual entrou em contato com o Sinetram e o IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) e aguarda posicionamento sobre as medidas que serão adotadas diante da greve anunciada.
A paralisação afeta diretamente o transporte coletivo da capital amazonense e da Região Metropolitana, que depende majoritariamente da frota de ônibus urbanos para deslocamentos diários.



