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Foto: Divulgação
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Governo anuncia investimentos, centros regionais e parceria com Correios para ampliar triagem neonatal em todo o país

O governo federal vai ampliar o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), responsável pela realização do teste do pezinho em recém-nascidos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento Saúde na Rota Certa pela Prevenção, no Instituto Jô Clemente (IJC).

A medida prevê investimentos adicionais de cerca de R$ 30 milhões por ano, um aumento de 30% em relação ao orçamento atual, com o objetivo de reduzir o tempo de espera pelo resultado dos exames, hoje de até 10 dias. Com a nova logística, esse prazo poderá cair para cinco dias.

Entre as principais ações está a parceria com os Correios para transportar as amostras de sangue coletadas em todo o país. Serão destinados R$ 15,2 milhões para aprimorar o transporte e R$ 14,9 milhões para apoiar os estados na execução da triagem.

A ampliação inclui ainda a criação de cinco centros macrorregionais de referência, que atenderão múltiplos estados, com foco na redução das desigualdades de acesso. Cada unidade receberá R$ 40 mil por mês, valor que sobe para R$ 52 mil na região Norte, devido aos desafios logísticos.

“As coletas feitas nos municípios chegarão mais rapidamente aos laboratórios. Isso reduz o tempo de resposta e melhora o atendimento”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Desigualdades no acesso

A superintendente geral do Instituto Jô Clemente, Daniela Mendes, destacou que a medida é essencial para corrigir desigualdades regionais no acesso ao exame.

“Temos conhecimento de estados que sequer realizam a triagem, o que priva crianças do diagnóstico precoce”, alertou Daniela. Segundo ela, o transporte simplificado via Correios pode garantir mais qualidade e agilidade até mesmo em regiões remotas.

Hoje, o SUS detecta sete doenças com o teste do pezinho. Com a Lei nº 14.154/2021, o exame deverá passar a identificar cerca de 50 doenças, mas a expansão está atrasada, sem prazos definidos.

Daniela afirma que, embora haja lentidão na ampliação, o novo aporte financeiro pode melhorar o acesso à linha completa de cuidados, que inclui não apenas o exame, mas também diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

“O desejo do Instituto é garantir que todas as crianças brasileiras tenham acesso integral a essa política pública de saúde.”

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