Ciência e Tecnologia

Foto: Google/Reprodução
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Resolução prevê protocolos médicos para procedimentos terapêuticos, estéticos e cirúrgicos

Brasília — O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução autorizando o uso do fenol em procedimentos médicos, estabelecendo normas rígidas para garantir a segurança dos pacientes e das equipes. A decisão contrasta com a proibição da Anvisa, vigente desde junho de 2024, após a morte de um jovem de 27 anos durante um “peeling de fenol” em São Paulo.

Regras estabelecidas pelo CFM

  • Apenas médicos capacitados podem realizar procedimentos com fenol.
  • Profissionais devem possuir treinamento atualizado em Suporte Avançado de Vida (ACLS).
  • Avaliação prévia obrigatória: clínica, laboratorial e eletrocardiográfica.
  • Uso de equipamentos de proteção individual por toda a equipe.
  • Fórmulas devem ser cientificamente validadas e padronizadas.
  • O médico é responsável por todas as fases do tratamento, sendo proibida a comercialização ou cessão da substância.

Riscos e justificativas

O CFM reconhece a toxicidade sistêmica do fenol, que pode causar arritmias cardíacas fatais e insuficiência renal, mas defende que, em ambientes controlados e com profissionais qualificados, o uso pode trazer benefícios terapêuticos.

Posição da Anvisa

A Anvisa mantém a proibição, alegando ausência de estudos que comprovem eficácia e segurança do fenol em procedimentos estéticos ou de saúde. A agência reforça que a medida visa proteger a integridade física da população enquanto investigações sobre os riscos da substância continuam.

O debate expõe um conflito institucional: de um lado, o CFM busca regulamentar o uso médico do fenol; de outro, a Anvisa mantém a proibição como medida de precaução. A resolução reacende discussões sobre segurança em procedimentos estéticos e os limites da autonomia médica frente às normas sanitárias.

Esse embate pode ter repercussões importantes para clínicas, pacientes e para a própria regulação de práticas médicas no Brasil.

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