Política e Economia

Foto: Floriano Lins/Divulgação
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Ato reuniu lideranças sociais, artistas e estudantes em defesa da Amazônia e contra retrocessos ambientais

No fim da tarde de sábado (19), a cidade de Parintins, a 369 km de Manaus, foi palco de uma manifestação contra o Projeto de Lei 2159/2021, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de quinta-feira (17). Apelidado por ambientalistas como “PL da Devastação”, o texto flexibiliza regras de licenciamento ambiental e tem gerado forte reação de movimentos sociais, acadêmicos e comunidades tradicionais.

O protesto ocorreu na Praça Tsukasa Uetsuka, conhecida como Praça dos Japoneses, e reuniu líderes comunitários, professores, estudantes e artistas, que distribuíram panfletos com o título “Quem Hoje é Vivo Corre Perigo”, além de mudas de plantas medicinais, ornamentais e frutíferas. Os participantes também assinaram uma carta coletiva enviada ao Grupo de Trabalho nacional que acompanha as mobilizações e que será encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo o veto presidencial ao PL.

“Nosso grito de indignação ao massacre institucional à Mãe Terra precisa chegar à Presidência da República. Nós, classe trabalhadora, que sustentamos a riqueza do país, não podemos calar”, declarou Lane Vasconcelos, liderança sateré-mawé e representante da União das Mulheres de Parintins.

Na carta, os manifestantes afirmam que o projeto “legaliza e escancara oportunidades agromercantis” e está associado ao avanço da violência no campo. Eles alertam para os riscos de catástrofes ambientais, crises sanitárias e mudanças climáticas, além da ameaça à biodiversidade e aos modos de vida tradicionais.

“Confiamos em vosso NÃO ao PL 2159/2021, que institucionaliza o massacre à Mãe Terra, à classe trabalhadora do país e ao bem-viver universal”, diz o documento assinado por representantes de movimentos populares da região.

O PL 2159/2021 ainda pode ser vetado pelo presidente Lula, e a mobilização em Parintins se soma a uma série de manifestações que vêm ocorrendo em diversas cidades brasileiras. A expectativa é que o governo federal avalie os impactos socioambientais do projeto antes de sua sanção.

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