Reajuste supera a inflação prevista e é impulsionado por custos operacionais, investimentos e mudanças no setor educacional
Pais e responsáveis por alunos da rede privada no Amazonas devem se preparar para um aumento expressivo nas mensalidades em 2026. Escolas particulares de Manaus já sinalizam reajustes que variam entre 7,5% e 12,5%, dependendo do segmento de ensino e da estrutura oferecida.
O movimento acompanha a tendência nacional. Um levantamento do Grupo Rabbit, realizado com mais de 300 instituições em todo o país, aponta que o reajuste médio deve alcançar 9,8% no próximo ano — bem acima da inflação projetada para 2025, estimada em 4,83%.
Entre os fatores que pressionam os custos das escolas estão o aumento salarial de professores e funcionários, o crescimento das despesas com energia, manutenção e insumos, além dos investimentos em infraestrutura, tecnologia e programas pedagógicos. Muitas instituições também têm apostado em ensino bilíngue, educação socioemocional e atividades extracurriculares para atrair famílias.
O setor, no entanto, enfrenta desafios como inadimplência, queda na taxa de natalidade e evasão escolar, o que aumenta a competição por um número cada vez menor de alunos.
Algumas escolas de Manaus já iniciaram o processo de rematrícula com os novos valores, oferecendo condições especiais para quem antecipar a renovação.
Especialistas recomendam que os pais avaliem os reajustes não apenas pelos números, mas também pela proposta pedagógica e pelos serviços oferecidos, observando se o aumento está compatível com a qualidade e a estrutura disponibilizadas pelas instituições.



