Política e Economia

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Pacote de medidas prevê crédito com juros baixos, garantias facilitadas e busca por novos mercados para 3,6 mil empresas brasileiras

Com o Brasil na mira de tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos, o Sebrae anunciou, nesta quarta-feira (6), um pacote emergencial de apoio às micro e pequenas empresas brasileiras afetadas pela medida. A sobretaxa, assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, já está em vigor e atinge cerca de 4% das exportações nacionais, incluindo mel, pescados, frutas, calçados e têxteis — setores com forte presença de pequenos negócios.

Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, o plano de contingência está sendo articulado junto à equipe econômica do governo federal e visa garantir acesso facilitado ao crédito, suporte para empresas sem garantias e até recursos não reembolsáveis.

— Estamos preparados para enfrentar qualquer adversidade. O objetivo é evitar que o tarifaço cause a falência de cadeias produtivas nacionais — declarou Lima.

R$ 30 bilhões em crédito

O principal instrumento de socorro é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), operado pelo Sebrae, que dispõe de R$ 2 bilhões em carteira — valor capaz de destravar até R$ 30 bilhões em empréstimos. O Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, também poderá ser utilizado como linha de apoio, como ocorreu durante a pandemia da Covid-19.

O impacto da medida é significativo: 3.600 micro e pequenas empresas brasileiras vendem regularmente para o mercado norte-americano, de acordo com o Sebrae. O objetivo agora é evitar demissões em massa, queda na produção e retração econômica nas regiões mais dependentes da exportação.

Diversificação e orientação

Além do crédito, o Sebrae quer acelerar a diversificação de mercados e pretende ativar seu acordo de cooperação com a ApexBrasil, agência responsável por promover produtos brasileiros no exterior. A intenção é encontrar novos destinos de exportação e reduzir a dependência do mercado americano.

Lima reforçou que os empreendedores precisam buscar o Sebrae para ter acesso às medidas. “Nós não vamos bater na casa do empreendedor. Ele é que tem que nos procurar para obter o crédito, de forma assistida”, alertou.

As medidas são voltadas para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, incluindo os microempreendedores individuais (MEIs) com receita de até R$ 81 mil por ano.

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